AFINAL COMO FUNCIONA A CONTABILIDADE NO E.U.A?

Conheça algumas diferenças e similaridades na gestão contábil entre Brasil e E.U.A
 
A curiosidade é intrínseca ao ser humano e, com a globalização, é tentador comparar realidades contábeis tão diferentes como Brasil e E.U.A. O que podemos aprender sobre o funcionamento da gestão contábil norte-americana? Confira!
 
Os números de Brasil X EUA na contabilidade
 
Para começar nossa conversa, precisamos passar por uma breve contextualização sobre a história e situação atual das instituições regulamentadoras da contabilidade. O Brasil tem como órgão orientador, regulador e fiscalizador de serviços o Conselho Federal de Contabilidade. O CFC é uma Autarquia Especial Corporativa dotada de personalidade jurídica de direito público com um representante de cada estado e um do Distrito Federal que se baseiam na legislação e nas Normas Brasileiras de Contabilidade. 
 
De acordo com o registro de novembro de 2019, são 520.606 Profissionais Ativos nos Conselhos Regionais de Contabilidade, sendo que 150.997 desse total encontram-se no estado de São Paulo. 
 
Os EUA contam com o Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados (AICPA), uma organização sem fins lucrativos. Sua origem remonta à 1887, sob o nome de Associação Americana de Contadores Públicos. O objetivo era garantir que a contabilidade ganhasse respeito como profissão e que fosse praticada por profissionais éticos e competentes. Atualmente, a AICPA fornece orientação a mais de 418.000 membros. 
 
Imagine que você precise lidar com a contabilidade norte-americana amanhã… se sente pronto?
 
Além da língua e costumes, Brasil e EUA possuem diferenças no conjunto de princípios contábeis geralmente aceitos - BR-GAAP X US-GAAP - aliás, este é o significado de GAAP, exclusivo do território contábil e não fiscal ou tributário. Vamos conhecer mais alguns detalhes:
 
-      Primeira elaboração de demonstrações financeiras 
 
Em comum, ambos os países especificam o tratamento na primeira adoção, mas os EUA exigem aplicação retroativa das normas correspondentes, enquanto no Brasil, apesar de não existir norma específica, é comum a exigência da aplicação retroativa de todas as práticas contábeis adotadas no país em vigor na data das primeiras demonstrações financeiras da empresa.
 
-      Base de valor contábil
 
No Brasil, utiliza-se o custo histórico e itens do ativo imobilizado podem ser reavaliados. Nos EUA, não são permitidas reavaliações, exceto em casos específicos.
 
-      Moeda de apresentação das demonstrações financeiras e de mensuração
 
Para a US-GAAP, empresas não americanas registradas podem escolher a moeda de apresentação das demonstrações financeira, enquanto no Brasil as demonstrações financeiras devem ser apresentadas na moeda do país de origem.
 
-      Componentes das demonstrações financeiras
 
Nos EUA, empresas devem apresentar todas as demonstrações dos últimos 3 anos, com exceção do balanço patrimonial. Já no Brasil, ao invés de apresentar o demonstrativo de fluxo de caixa, a demonstração das origens e aplicações dos recursos é que deve ser apresentada. 
 
-      Balanço Patrimonial
 
No US-GAAP as empresas podem apresentar um balanço patrimonial classificado ou não. No BR-GAAP os ativos e passivos são segregados entre os grupos de circulante e não-circulante. 
 
-      Formato da demonstração de resultado
 
As despesas são classificadas por função e diretamente deduzidas das receitas totais ou por subtotal de acordo com a US-GAAP. Receitas e despesas são classificadas em grupos (despesas são apresentadas por função). No Brasil, itens como “não-operacionais” e pelas despesas que devem ser apresentadas por função. 
 
-      Demonstração dos fluxos de caixa: formato e método
 
Permitem a utilização dos métodos diretos ou indiretos no US-GAAP enquanto que no BR-GAAP não exigem apresentação. 
 
Será que vivemos somente de diferenças? Claro que não.  
 
Uma verdade que não pode ser ignorada no Brasil e no mundo é sobre a futura escassez de profissionais na área de contabilidade, porque é cada vez menor o interesse dos jovens por ingressar no mercado contábil.
 
Me atrevo a afirmar que estamos assistindo ao fim da contabilidade como conhecíamos no passado.  
 
Mas calma: os jovens que optam por seguir este caminho promovem uma revolução, já que estão de olho na tecnologia. 
 
A transformação digital também evidencia certas mudanças e exige que o profissional passe a enxergar o negócio como um todo, sem se restringir somente às emissões de DARFs e outros pagamentos pertinentes à área. Prova disso é a contabilidade consultiva que se baseia na proatividade do contador e conquista tanto os brasileiros quanto norte-americanos. O futuro é agora. Esteja preparado com a orientação da InNetContabilidade, inovadora no sistema de contabilidade online. 

Fonte: Cintia Vieira


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